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2011-08-21

PdC'2011


Foi bom, mas já acabou.
Grandes concertos de Pulp, Kings of Convenience, Mogwai, Blonde Redhead, Warpaint, The Joy Formidable, Linda Martini, Battles e Deerhunter.
E uma tão tranquila quanto estimulante sensação de me sentir sempre em casa neste que é, desde há muitos anos, o melhor festival deste país.
Até pr'ó ano!

p.s.: este é um bom exemplo do ambiente que se vive em Coura. ninguém lhe resiste :)

2007-08-20

Paredes de Coura 2007


Devotchka
Os Tindersticks compraram umas maracas. Juntaram-se aos Arcade Fire e deram um recital de rock-mariachi em PdC! A 1ª surpresa positiva.

Simian Mobile Disco
Apresentação enquanto DJ set, com cada um dos SMD a solo. Demasiado hard para o meu gosto.

The Blows
Indie-rock galego da escola Franz Ferdinand. Competentes.

New Young Pony Club
New rave. Punk chiq. Entre os Klaxons e as CSS, sem o poder mediático de qualquer destes. Não desiludiram quem se predispôs a trocar o jantar por um pezinho de dança.

Sparta
Os irmãos bastardos dos Mars Volta a trazerem rock de guitarras ácidas às margens do Coura. O público gostou. Eles também.

Blasted Mechanism
A new rave nasceu em Portugal em 1996. Na altura era apelidada de “Atom Bride Theme”, vestia a pele de um polvo e misturava os elementos étnicos da world-music com um rock tribal exuberante. Em 2007 continuam a fazer de “Karkov (Nadabrovitchka)” um dos mais estimulantes exercícios dance-rock de que há memória. Assim se provou, mais uma vez neste festival. Fossem eles súbditos de sua majestade e tinham direito a figurar como os cabeças de cartaz que na realidade eram. Fizeram jus a esse título.

M.I.A.
Entra na história como o maior erro de casting de sempre em Coura. Algo como uma aula de aeróbica ao som de uma jukebox manhosa resgatada aos escombros da feira popular. Bah!

Babyshambles
Pete Doherty é um betinho com a mania que é punk. Uma espécie de Paris Hilton, refém das curtas fronteiras britânicas. Caiu nas graças de Kate Moss e da imprensa sensacionalista londrina porque lhes garantia bons títulos para os jornais. Só isso foi o suficiente para ser cabeça de cartaz de um dos festivais de referência do velho continente. Isso, e ter uma banda indie-rock igual a tantas outras.

Crystal Castels
…como não foram a tempo de reciclar a jukebox da feira popular, fazem-se acompanhar de um velho Spectrum 48k e dos seus sons robóticos. A aula de aeróbica faz muito mais sentido neste after-hours…

Spoon
Pop agridoce a trazer à lembrança uns dEUS, mas despida da genialidade destes.

Gogol Bordello
Um excêntrico caldeirão onde se fundem os Pogues com o Manu Chao ou os Clash com a No Smoking Orchestra. Punk e Gipsy em doses certas e uma energia inesgotável fazem do colectivo liderado por Eugene Hutz os grandes vencedores do Paredes de Coura 2007.

Architecture in Helsinki
Colectivo australiano, indeciso quanto ao rumo a tomar pela sua pop delicada. Passaram o tempo a prometer explodir, mas não chegaram a fazê-lo. Foi pena.

Mão Morta
O penta comemorado e o ponto final anunciado. Luxúria Canibal vestiu pela última vez a pele de mestre de cerimónia grotesco a dirigir a melhor orquestra do país. Concerto grandioso, ao qual não faltou o milagre da poeira à chuva.

New York Dolls
Ver o Mick Jagger a interpretar a discografia dos Stooges até podia ter piada por um bocadinho, mas daí até fazer deste o mais longo concerto do festival vai uma grande diferença. Mais a mais, porque nem S. Pedro estava com grande paciência para isso. Sobretudo S. Pedro!

The Sunshine Underground
Confesso que, até ser anunciada a última banda para este PdC, tinha a esperança que os Rapture se redimissem aqui da ausência no SBSR. Não vieram eles, mas deixaram-se representar muito bem por este colectivo de Leeds que adopta o nome de um tema dos Chemical Brothers. “Raise the Alarm” é o álbum a explorar.

Peter, Bjorn & John
…ou Peter, Bjorn & Nino, porque o John não pode meter férias todo o ano… Uma pop agradável com nítidas influências shoegazing. Como se os Beatles e os Spiritualized se reunissem secretamente numa qualquer garagem da Suécia. E, sim, puseram toda a gente a assobiar.

Cansei de Ser Sexy
Depois dos Bloc Party no SBSR, apetece-me de novo falar em flop… As minhas expectativas eram altas para ver do que eram capazes estas meninas. O disco pode não ser nenhum portento de originalidade nem da arte de bem tocar, mas foi daqueles que me acompanhou mais assiduamente nos últimos tempos. Ao vivo, porém, o caso muda de figura. Isto de fazer um disco soar electrónico e querer transpô-lo para o palco em formato rock, tem mais que se lhe diga do que aquilo que as brasileiras se mostraram dispostas a aprender. Se quiserem ser mais aplicadas podem pedir umas liçõezitas ao ilustre James Murphy…

Sonic Youth
Os verdadeiros cabeças de cartaz destes 4 dias de música mostraram-se iguais a si próprios. Os 27 anos a gerir com igual mestria o experimentalismo sónico e a melodia indie-pop permite-lhes darem-se ao luxo de continuar a promover os seus álbuns como se o passado lhes fosse padrasto. Cometeram aqui o “excesso” de tocar 3 clássicos (“100%”, “Bull in the Heather” e “Teenage Riot”) por entre as várias amostras do novo “Rather Ripped”. Thurston Moore não envelhece e mantém a sua relação amorosa com a guitarra. Kim Gordon está mais sensual que nunca, balançando-se numa descomprometida e desconhecida faceta de bailarina. Lee Ranaldo e Steve Shelley não destoam e completam da melhor forma este dream team novaiorquino. Para mais tarde recordar.

2007-05-03

PdC'07: may i suggest? (the final cut)

David Bowie já anunciou o prolongamento do seu sabatismo.
Os
Portishead nem precisam de o fazer.
Dos
Radiohead também não há notícias há muito.
3 desejos que se esfumam na lâmpada do génio...

Os
Sonic Youth já lá estão. Bingo!
Cansei de ser Sexy também se confirmam. Boa!
Noisettes, the Gossip e TV on the Radio fugiram para outras paragens. Não sabem eles o que perdem.
Posso continuar com a minha divagação...

Se há regressos que Coura deseja, o dos
Flaming Lips bem podia acontecer já.
A
P.J.Harvey ou os Kills também não soariam mal.
Nem mesmo os
Black Rebel Motorcycle Club.
Os
Queens of the Stone Age, esses, até podiam fixar residência no Alto Minho...
E há os portugas.
WrayGunn, Pop Dell'Arte, Três Tristes Tigres...

Se de regressos falo, lembro-me dos que o país já viu mas Coura não...
A
Bjork, os Nine Inch Nails, os Strokes, os Killers. Todos se encaixam aqui...
Tal como os
The Cure...

Depois temos a
Roisin Murphy, a diva dos Moloko.
Ou os novos
Grinderman, de Nick Cave.
Os
Mars Volta ou os Wolfmother.
Ou os
Snowden, os She Wants Revenge, os The Cloud Room, os Elefant, os Be Your Own Pet, os Love is All, os The Whip, os Dead Disco, os Battle, os Peter, Bjorn and John...

E a
Patti Smith?

2007-03-23

PdC'07: Rumour Pit...

Muito (e bem!) se tem falado sobre o cartaz do sbsr deste ano.
E muito se tem especulado (e lamentado...) por muitas das bandas aí presentes parecerem inicialmente destinadas a Paredes de Coura.
Questiona-se pois, que nomes estarão, em Agosto, no Alto Minho.
Abaixo poderão estar algumas respostas...




the noisettes




cansei de ser sexy




t.v. on the radio

2007-02-27

Aos senhores de Coura:

se, de repente, forem assaltados por uma indesejada falta de inspiração e de imaginação, podem sempre pôr os olhinhos no cartaz abaixo...


2006-08-24

Paredes de Coura 2006: outras opiniões

a visão do mouco
a visão do puto
a visão do tipo
a visão do desconhecido
a visão do pensador 1 2 3
a visão do ecléctico
a visão do invicto
a visão de rabanete
a visão de taco-taco :) :(
a visão do digital

Paredes de Coura 2006: o lado mau

Não vi os !!!.
Entrei no recinto a tempo da última música, o suficiente para me arrepender de não ter chegado antes. Há-de haver outras oportunidades.

Paredes de Coura 2006: e a música?

Broken Social Scene
Era com se os Sonic Youth entrassem em palco com um quarteto de metais e uma postura entre a Folk e a anarquia total. Os canadianos tanto são um trio como uma equipa de futebol. Improvisação e surpresa são palavras obrigatórias na sua definição. Nota positiva.

Morrisey
“How soon is now?” foi a mais brilhante entrada em cena que o britânico poderia ter. O problema é que criou a ilusão que os Smiths estavam em Coura. Quando a multidão se apercebeu que não tinha exactamente o que queria, foi Morrisey que amuou e abandonou o palco. A pose de gentleman bem humorado que mantivera durante todo o concerto foi posta em causa após a resposta que a assistência deu aos primeiros acordes de “Panic”. Fica para a posteridade a criação do conceito de “hooligan” requintado.

Fisherspooner
Electro. Kitsh. Bailarinas. Performance. Teatro. Glam. Pop.

Eagles of Death Metal
“Hey Hey My My, Rock’n’Roll will never die”. Já o dizia Neil Young.
“Attitude, so fuckin' attitude”, acrescentavam os Guns’n’Roses”.
Estes novos Eagles são mais uma reencarnação do monstro Rock.
Grande momento.

Gang of Four
Na mesinha de cabeceira dos Franz Ferdinand ou dos Bloc Party está toda a discografia dos Gang of Four, qual Bíblia do dance-rock, com 30 anos de avanço. Um baixo poderosíssimo e um front-man diabólico fazem o resto. Ou desfazem… O micro-ondas teve aqui um mediatismo nunca visto num festival Rock. Vencedores do Coura’2006.

Yeah Yeah Yeahs
Karen O é Iggy Pop no feminino. Ela salta, ela dança, ela corre, ela rebola. E ela canta! O regresso dos YYY ao seu primeiro (e único) palco português resultou num rock sensual e estimulante a contagiar tudo e todos. As roupagens mais pop do último “Show Your Bones” não retiram power ao trio. Os amperes (e os minutos...) é que estavam a ser poupados para o cliente seguinte…

Bloc Party
O melhor som do festival. Corpos a balançar non-stop. Retrato fiel do actual estado do rock. Uma banda satisfeita. Uma multidão deleitada. "Banquet" e "Two More Years" os momentos maiores. Voltem sempre.

We Are Scientists
Perderam ao trocarem a abertura do palco principal pelo seu fecho. Aquela que podia ter sido uma revelação para muitos foi uma decepção para outros tantos. O palco deste Festival é demasiado grande para uma banda com pouca rodagem como estes cientistas. Sobretudo tendo em conta a companhia deste segundo dia…

Pânico
Do Chile para o Alto Minho com uma legião de adeptos que ia aumentando à medida que a madrugada crescia. Obrigatório dançar. Body movin' in Coura. Memo: pôr o pássaro azul a procurar este nome.

DJ Kitten
Menos rock e mais synth-pop. Batidas gordas, como sempre. Às 5h da manhã, a chuva obrigou-nos a desistir.

The Cramps
Sonoridade Rockabilly com postura de uns Elvis grotescos. Não me cativou.

Bauhaus
Depois do repleto Coliseu em Fevereiro, o regresso anunciado. Não houve Bowie nem T-Rex, mas os Joy Division compareceram de novo. A chuva também e com grande intensidade. Como o concerto, aliás. Um final de festa épico.

2006-08-23

Paredes de Coura 2006


Quem tem um festival assim não precisa de olhar de lado para o vizinho, que tem sempre alguma coisa de melhor que nós.
Os espanhóis têm um desses vizinhos.
Por isso invadiram Coura, mantendo aquele irritante hábito de fazer com que as suas pretenciosas conversas sirvam de complemento não desejado ao que se vai desenrolando em palco.
Neste contexto é bom lembrar que Espanha é, não um país amigo, mas um país irmão. Os amigos somos nós que escolhemos!
Espanhóis à parte, este foi mesmo um festival para a memória.
Este foi o ano do micro-ondas!

2006-05-09

Já mexe...

Atenção a esta notícia.